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Activismo, porque não funcionas?

Em tempo de novas medidas de austeridade – anunciadas hoje pelo primeiro-ministro Passos Coelho – e de consequente avalanche de demonstrações, mais ou menos públicas, de descontentamento há quem fale de manifestações.

Surtirá algum efeito efetivo? Pelo que se tem visto e sentido de experiências passadas e ainda recentes a resposta será, não.

E porquê?

São os manifestantes demasiado pacíficos? Terão as manifestações um número efectivo de participantes muito reduzido?

A violência não é de todo desejável e também não é um meio eficaz de obter mudanças, pelo menos, em democracia.

No meu ponto de vista, quando os partidos políticos se associam a algumas manifestações é complicado retirar esta acção de mais uma das cenas da saga das disputas políticas e ataques entre partidos – por mais que nenhuma manifestação seja, de facto, apolítica.

Por outro lado a classe dos jovens não tem credibilidade para o governo e para a classe política em geral – excepto na angariação de votos. Isto acontece porque  é uma classe que  mostra pouco interesse na vida política. Preferindo muitas vezes não ter filiação nem mesmo um partido do qual se assuma simpatizante. Para o governo, descobre a vida política na altura de reclamar pelos seus direitos.

E depois a cobertura das manifestações que é  feita pelos media generalistas é completamente deturpada ou previamente concebida. As pessoas entrevistadas são escolhidas “a dedo”. Jovens com bebidas alcoólicas, pessoas que foram só para “fazer monte”  e outros que tais. E depois vão  para aproveitar os furos de contrassensos ou conflitos mais ou menos manipulados (seja pelos media, polícia ou políticos).

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