Erasmus em Sofia

Nostalgia Pascal

Bem, a Páscoa já passou. Mas ainda não tinha tido oportunidade de contar como foi a minha. E já faz algum tempo que não dou novidades.

Bem, para começar, na Bulgária – e para a maioria das pessoas que mora nos Balcãs, ainda não é Páscoa. Sendo um país maioritariamente ortodoxo seguem o calendário Juliano (que tem mais 14 dias que o calendário dos países católicos – Gregoriano) e a Páscoa este ano será dia 5 de Maio.

Para os ortodoxos a Páscoa é ainda mais importante que o Natal. Em Portugal é o contrário. Por mais que seja uma tradição à qual não seja muito fiel, a questão é que quando estamos longe só nos lembramos da parte mais importante da festa, que é estar com a família. Com um pouco de nostalgia decidi, ao menos, ter um bom almoço. Ainda assim, não encontrei nada de tradicional.

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Erasmus em Sofia

Belgrado, Sérvia

Galeria

Os manifestantes estavam em frente ao Parlamento a gritar “resignação”. Queriam que o governo caísse e foi isso que aconteceu ontem (20 Fev.).
Quando estavam a queimar as contas pediam para que o governo parasse as contas do CEZ (empresa da República Checa responsável pela distribuição de energia nesta zona da Bulgária) e para pararem com os monopólios e pararem de roubar.

As pessoas que costumavam pagar uma média de 30 euros por mês de electricidade receberam, no mês de Janeiro, contas que rondam os 100 euros.
Sendo que o salário mínimo na Bulgária é de 230 euros podemos imaginar as dificuldades.

Erasmus em Sofia

Martenitsas

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Ao passear por Sofia, em uns dos principais jardins, que chegou a ser o jardim real, encontrei esta árvore cheia de pulseiras.

Logo percebi que se tratava de uma tradição búlgara sobre a qual a Mathilde me tinha falado (minha colega de quarto). Ela também tem uma pulseira. E as desta árvore são as “resistentes” do ano passado.

Estas pulseiras chamam-se “Martenitsas”. São pulseiras de lã branca e vermelha mas, também podem ser broches com bonecos simbolizando o masculino e o feminino. Podem ainda ter ferraduras ou trevos da sorte.

É tradição que se ofereçam estas pulseiras no dia 1 de Março, o chamado dia “Baba Marta” – que significa “Mãe Março”.

A pessoa que oferece a pulseira deve colocá-la no braço da outra pessoa e dar um nó e pedir um desejo.

A pulseira deve permanecer no braço até ao início da primavera (por volta de Abril).

Ao 1º sinal da chegada da primavera – quando vir uma cegonha, um pelicano (aves em migração na Bulgária) ou umaárvore a florescer a pulseira deve ser retirada e amarrada numa árvore que está a florescer. Então os desejos vão concretizar-se ao longo do ano.

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